segunda-feira, 17 de dezembro de 2007


Mariah e suas descobertas.
Vamos sonhar aventuras
Voar nas alturas da imaginação

Ursinho Pimpão - Edgard Poças

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Engraçado os poderes que os filmes têm (ou qualquer enredo suficientemente bem escrito que lhe tire da sua profunda concentração no seu cotidiano). Por alguns momentos, você acredita piamente que os problemas não são tão sérios, que as soluções não são tão complicadas, que um mundo inteiro passa ou já passou pelo que você está vivendo, que você não é um ET por estar sentindo isso ou aquilo. Que o grande obstáculo na sua vida é, na verdade, incrivelmente secundário, afinal, algumas pessoas vivem sem nem refletir sobre eles. Por exemplo, os personagens da história.

domingo, 25 de novembro de 2007

Ainda com a cabeça nos Beatles
Será que quando aqueles rapazes faziam qualquer besteira - contavam uma piada ou simplesmente pigarreavam pra limpar a garganta antes de cantar, por exemplo - eles tinham consciência que 40 anos depois teriam pessoas trabalhando com afinco, dia e noite, para imitá-los de forma ridiculamente idêntica?

O fim de uma era
Foram anos rotineiros chegando 7 da manhã, vestidinhos na farda azul marinho com vermelho, tênis preto, meia branca e mochila pesada de livros. Chamando o elevador que não chegava nunca, só porque tínhamos chegado atrasados. Uma sirene que anunciava a troca de assunto a aprender ou o recreio. Os minutos de espera por quem ia nos buscar - geralmente, o papai - conversando com primos, amigos, conhecidos. O calor do meio-dia na volta pra casa. As homenagens ao dia dos pais, das mães, da criança, do estudante, do professor, do nascimento de Jesus, da Páscoa, de São João,
da árvore, do livro, do índio, de Tiradentes, do que fosse. De um ano pro outro, o cheiro do livro novo misturado ao medo de ser mudado de turma. A Semana Esportivo Cultural com crianças e adolescentes vestidos desde laranja lima até verde bandeira, se esguelando na torcida dos jogos ou chorando de emoção com a apresentação musical de algum amigo (às vezes, bastava uma dublagem). O eterno engarrafamento.
Esse lugar aqui em Fortaleza recebeu visitas minhas e de toda a minha família durante 20 anos, completando por esses dias. Pelo menos duas vezes no dia meu pai tinha que ir lá, enquanto eu e meus irmãos passávamos manhãs e tardes. O lugar nos viu crescer. Um a um foi deixando de frequentá-lo... E agora o último, que é o Pedro, é o responsável pelo desligamento total, assim que for aprovado no vestibular. É o fim de uma era, ora!

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

"Vilarejo" está para a Marisa assim como "Penny Lane" está para os Beatles.
Minas Gerais está para o Brasil assim como o Reino Unido está para o mundo.


:: música do dia
Preciso me Encontrar
Candeia

Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar

Quero assistir o sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir o pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver

Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que eu me encontrar




quarta-feira, 14 de novembro de 2007

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Cadeia de idéias

Qual é o meu propósito com esse blog? Preciso definir um tema único pra ficar escrevendo. Não posso escrever sobre qualquer coisa. Tenho que ter um foco, uma meta. Se não, é um blog sobre nada. Vou escrever sobre Educação. É isso. É o que eu mais penso ultimamente mesmo. Taí. Vou compartilhar minhas idéias, defender minhas crenças, postar citações interessantes, indicar livros, contribuir de alguma forma com esse tema, que tá me instigando tanto. Mas se bem que vai restringir tanto, né? Só vai ler quem se interessar por Educação. E nem todo mundo quer saber disso. E é algo tão... acadêmico. Não. (...) É... Música. Esse assunto não esgota nunca. E todo mundo, de uma forma ou de outra, escuta. Acho que é isso. Sair escrevendo sobre as novidades no mundo sonoro, novos artistas, fofocas, letras de música, sugestões, descobertas... Será? Mas já tem tanta gente fazendo isso! Por que ler justamente o meu blog? (...) Não, então vou falar sobre Deus. Pronto. A Igreja, os milagres que Jesus faz na minha vida, histórias engraçadas ou curiosas da minha caminhada, ou da caminhada dos outros. Passagens bíblicas, eventos para acontecer. Vai ser ótimo. Uma forma de servir a Deus através da escrita. Evangelização on-line. Quer coisa mais interessante que isso? E todo dia Deus faz na minha vida. Uhum. Talvez. Se bem que... Se bem que vai ser tão pessoal né? Vou ficar sempre falando, falando, falando... Eu tenho é que fazer. Tenho que ouvir as pessoas. Interceder. Talvez isso tenha muito mais efeito, ajude muito mais que as minhas impressões no dia-a-dia. Ou não.
(...)
Filme? Futilidades? Família? Lugares exóticos? Publicidade? Animais? Piadas? Poesia? Política?
(...)
Acho melhor não ter um tema.
Vou apenas me expressar.
Vou expressar tudo.
Tudo vai ser expressado.

Mas Jesus disse-lhes: "Deixai-a. Por que a molestais? Ela me fez uma boa obra.(...) Ela fez o que pode (...) Em verdade vos digo: onde quer que for pregado em todo o mundo o Evangelho, será contado para sua memória o que ela fez."
Mc 14, 6;8a-9

(Vozes do dia: Juan Ignacio Pozo, Paulo Freire, Isabel Sabino e Maurice Tardif)*
* Não adianta procurar no Last FM.

domingo, 11 de novembro de 2007

Saldo do dia:
  • algumas páginas de leitura (amanhã, dead line #2!)
  • história de namoro dos meus pais, desde os primórdios (a ser devidamente registrada)
  • conjuntivite no olho esquerdo
  • china no almoço
(Vozes do dia: Elton John & Axl Rose)


sábado, 10 de novembro de 2007

"A aprendizagem, como a culinária ou a preparação de bebidas, também é uma questão de química, de misturar elementos para produzir novas e felizes combinações, em vez de poções e beberagens que possam ser fatais."
Juan I. Pozo, 2002.
Às vezes, eu me deparo com uns livros que, sinceramente, a sensação que eu tenho é que o autor não quer que eu entenda o que ele escreveu, ou que não aprenda coisa alguma com a mensagem dele, tamanho é o rebuscamento e o rigor na escolha das palavras. Fui levada a conhecer um que disso, não tem nada. O professor espanhol dá um show no livro, e lhe deixa instigado do começo ao fim. Recomendo, para estudantes, professores, seres humanos. Mas principalmente pra quem precisa aprender a estudar: o livro é cheio de dicas, piadinhas, curiosidades e informações que mudam qualquer visão acerca da aventura que é aprender.

(Voz do dia: Ray Charles)

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

17h30. A igreja já estava tomada pelas fiéis muriçocas que iam ocupando seus lugares - o sistema epidérmico dos católicos - antes de começar a missa. Parece que final de outubro é sempre assim: elas chegam que nem caravana no "Queremos Deus" e nem ligam pras boas aventuranças ensinadas no Evangelho.
O fato é que ainda nem tinha chegado o canto do "Glória", mas todo mundo já batia palma.
- É verdade que Jesus já derramou o sangue dEle pra me salvar, m
as não vou derramar o meu por você - cochichou uma senhora, provavelmente falando com a muriçoca, batendo palmas no ar.
Os coroinhas, então, esses é que não se agüentavam. Trocavam olhares de profundo desespero em meio à nuvem de insetos sobre o altar. Impedidos de travar um duelo mortal com aqueles mini-vampiros, o jeito era se auto-flagelar com alguns tapinhas solenes, no pescoço, no braço, na coxa. Com toda a discrição e respeito, é claro.
O padre parecia ser o grande vencedor. Imerso no mistério da Eucaristia, pouco ligava para o incômodo daqueles insetos (in?)significantes. Teria celebrado toda a missa na mais perfeita harmonia, não fosse por um único detalhe.
Igreja ajoelhada e agitada. Hora da elevação. Momento crucial, literalmente, da Santa Missa. Com os olhos para o alto, o padre ergue a hóstia e a transforma em Corpo de Cristo. Ao mesmo tempo, o coroinha ergue a mão e tasca um peteleco no sacerdote. Isso mesmo. Uma chulipa. Um "pedaaaala-robinho". A intenção? A melhor possível: livrar o inocente padre das garras de mais um mosquito, que achou de se aboletar logo no pescoço do sacerdote.
O padre permaneceu em sua profunda meditação. A igreja, não.
Mas na hora da "paz de Cristo", o líder não se conteve e ria descontraído, cumprimentando a assembléia:
- Vocês já viram padre levando peteleco de coroinha? Pra tudo se tem uma primeira vez... Já dizia o Senhor: "Eis que faço novas todas as coisas!"

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Ontem perdi 40 minutos e 20 linhas de palavras. Já tinha terminado o texto, fui selecionar tudo pra mudar a fonte (gosto da Trebuchet). O texto se auto-deletou, o blogger auto-salvou o rascunho e eu auto-enlouqueci de raiva. Nem que eu quisesse muito, conseguiria reescrever aquele texto, tal e qual. Até porque o assunto era um brinde ao esquecimento. Que triste quando as idéias se desvanecem e se perdem para sempre, "feito espumas ao vento".

::: Em tempo:
o setor aéreo avacalhou mesmo. Voar de novo? Vôo(u) nada.
Sobre a foto: Deus é fiel. E os Seus Santos também.
Jardim da casa do Celso, Parnaíba-PI.


terça-feira, 30 de outubro de 2007

MAYDAY, MAYDAY
Barata mutante no meu quarto, cor verde bebê, tamanho francesinha, parece estar reconhecendo o terreno para levar informações aos superiores da facção mutante maligna. Alguém tem o telefone do Professor Xavier ou da Jean Grey? Em último caso, até o da Tempestade serve... Afinal, é mesmo o que eu vou acabar fazendo se não houver outro jeito.

31 de outubro, dead-line #1
"Também, o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos. Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus."
(Romanos 8,26-28)

A Palavra de hoje... Como sempre, caindo como uma luva para o momento. Sendo assim, Jesus, não vou nem pedir, viu? Você já sabe. E vinde Espírito Santo, ligeeeiro-bala.

(Voz do dia: O Teatro Mágico)

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Dormir é bom e sempre vai ser, mas não quando você tem uma lista de 19 coisas pra fazer com o prazo até ontem. Como o fôlego de hoje tá acabando, eu preciso ficar que nem celular, plugada numa cama até a bateria carregar de novo. Queria mesmo era ser que nem meu MP3 player, companheiro de guerra: ter duas pilhas recarregáveis se revezando dia após dia...

"O conhecimento se constrói a partir de constantes desafios, de atividades significativas, que excitem a curiosidade, a imaginação e a criatividade"
Prof. José Manoel Moran

(Voz do dia: Norah Jones)

domingo, 28 de outubro de 2007

Final de Semana

Se foi bom?


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sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Aurélio

Amor pelas palavras
Palavra dita, palavra escrita
Palavra cravada
Palavreado
Quando elas cortam?
Quanto elas valem?
Quem disse?
E aquelas que estão nas entrelinhas?
Linha da vida, linha da morte
Do sorriso e do choro
Falou, tá falado
Escreveu. Não leu?
Não fui eu.

Fev/2007

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Eram nervosas 6 da noite, em plena Fortaleza de não menos que 30º, dentro de um auditório lotado no II Encontro Nacional sobre Hipertexto: um participante bebia seu chimarrão, agarrado afetivamente à sua garrafa térmica debaixo do braço, como se estivesse nos pampas gaúchos de suas raízes. A força do hábito realmente nos leva a cometer loucuras.
A cena me fez associar à minha triste condição de não gostar de água de coco. Eu, uma fortalezense nata, fruto de uma terra cheia de coqueiros. Acho lindo quem toma água de coco, e sou convencida do bem que sua água faz à saúde. Mas não adianta. Pra mim, é água com açúcar cheia de pequenos e estranhos fragmentos esbranquiçados. Já me deram a sugestão de misturar ao suco natural, mas qual é a graça? Bonito mesmo é aquele povo que chega na praia e diz:
- Ô moço! Traz aí dois! Bem verdinho, bem cheinho, bem docinho!
Acaba de beber, e dá o golpe de misericórdia:
- Garçom! Agora parte em dois e traz um garfo que eu quero a carninha do coco.

Mas é isso, cada um com suas loucuras. Conheço gente que toma um suco que tem um tom verde-blusa-do-Cebolinha. Ou vitamina de marmelada com batata-doce. E batata-frita com doce de leite. Há quem jogue manjericão em Miojo, bola de sorvete em copo de café e feijão em maionese. Não existe doido pra tudo? Também tem gula pra tudo.

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"No hay bella melodía
en que no surjas tu
ni yo quiero escucharla
si no la escuchas tu"

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

A porta que dava acesso à sua cama - uma caixa de sapato cor de madeira, já velha - estava fechada. Não pestanejou: igual à água que corre por onde encontra caminho, rapidamente dobrou e entrou no quarto ao lado.
Deparou-se com uma cama de verdade (alta demais para que ele alcançasse) e com uma almofada-triângulo, daquelas que servem para aliviar as dores de coluna ou para evitar o famigerado refluxo que ataca aqueles que costumam ter uma boa sesta como sobremesa depois do almoço.
Não contou pipoca: contou um metro de distância para a almofada, fez carreira e escalou a danada. Chegando quase lá em cima, antes que se acomodasse confortavelmente no pico da aresta de 45º daquela estranha caminha, percebeu que o tecido era liso por demais. E lentamente chegou ao chão.
Mas ele era brasileiro, não desiste nunca. Foi o mais longe que a largura do seu novo quarto permitia, concentrou-se, fez carreira e novamente alcançou o topo. Por poucos segundos. Lá estava ele de novo, deslizando feito criança em escorregador. Nem mexia o olhar, na tentativa de segurar todo o peso do corpo olhando para o lado oposto ao que lhe atraía ao chão.
É, de tão brasileiro que era, a vontade de descansar falou mais alto que a perseverança. Afinal, depois daquele sono, ainda haviam muitas latas para virar. E não é que entre a cama e aquela almofada sinistra tinha um espacinho perfeito para o que ele queria? Acabava de encontrar seu novo lugar. Nem sempre o topo das coisas nos é o mais confortável...

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Quando eu vou percorrer mais de 200km numa viagem via terra, o item mais importante da minha bagagem sempre foi uma diversificada e generosa seleção musical. Nessa última viagem que fiz, vinha ouvindo o MP3 player e filosofando sobre a natureza digital (não a que ia passando na janela).
Aos 12 anos, descobri os Beatles. Devorei a obra e a história deles como as minhas amigas devoravam uma Revista Capricho. Dependente de boa música – como até hoje o sou – logo minhas tardes se ocuparam em gravações de numerosas fitas com as músicas dos Beatles. Tinha a fita da fase iê-iê-iê, tinha a do final da carreira, tinha aquela de sons mais alternativos. Uma só com as românticas, outra com as mais alegrinhas, outras com as “mais-mais”. Tinha carreira solo de cada um em diferentes fitas. Ou seqüências em que eu gravava a música original seguida da versão brasileira, como eu fiz com "Here Comes the Sun" e "Lá vem o Sol", com o Lulu Santos.
Era fita cassete pra todo gosto: além de Beatles, opções com os demais gêneros musicais que me agradavam. Cada fita cabia em média 12 músicas de cada lado (alguém lembra que a fita cassete tinha lado A e lado b?). Por onde andava, trazia comigo algumas fitas acompanhadas do finado walk-man, um modelo amarelinho enorme, do tamanho de um pocket book, sendo bem mais largo. Esse meu amigo inseparável me oferecia a opção do rádio e da fita, sendo alimentado por breves e salgadas pilhas AA.
E quando as pilhas começavam a ficar fracas? De repente, engoliam um pedaço da tal da fita. Ou então distorciam tanto a voz do cantor, que você pensava que a voz da Gal era a do Tim Maia.
2007, outubro. Fui fazer a minha velha e boa seleção de músicas para rodar meus 900km de estrada, ida e volta. Ao invés de escolher música a música, varri com o mouse umas 15 pastas e arquivos de MP3. Algumas eu amava, outras eu apenas simpatizava, e outras eu sequer tinha ouvido. Pra que selecionar mesmo? O MP3 player cabe música até dizer chega. É inútil selecionar.
Control-C, control-V. Deixo lá a janelinha carregando e vou arrumar a mala não-musical. Ah se eu pudesse compactar roupas como quem compacta músicas...
Pouco tempo depois, minha bagagem musical está completa – e a outra ainda não. Na viagem, já não tenho um trambolho amarelo-gema-de-ovo e pesado em cima de mim, mas um aparelhinho que dá pra guardar até no decote do vestido, sem incomodar (nem chamar atenção de ladrão).
Play. Começa a viagem. Haja estrada pra tanta música.