MAYDAY, MAYDAY
Barata mutante no meu quarto, cor verde bebê, tamanho francesinha, parece estar reconhecendo o terreno para levar informações aos superiores da facção mutante maligna. Alguém tem o telefone do Professor Xavier ou da Jean Grey? Em último caso, até o da Tempestade serve... Afinal, é mesmo o que eu vou acabar fazendo se não houver outro jeito.
31 de outubro, dead-line #1
"Também, o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos. Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados para a salvação, de acordo com o projeto de Deus."
(Romanos 8,26-28)
A Palavra de hoje... Como sempre, caindo como uma luva para o momento. Sendo assim, Jesus, não vou nem pedir, viu? Você já sabe. E vinde Espírito Santo, ligeeeiro-bala.
(Voz do dia: O Teatro Mágico)
terça-feira, 30 de outubro de 2007
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Dormir é bom e sempre vai ser, mas não quando você tem uma lista de 19 coisas pra fazer com o prazo até ontem. Como o fôlego de hoje tá acabando, eu preciso ficar que nem celular, plugada numa cama até a bateria carregar de novo. Queria mesmo era ser que nem meu MP3 player, companheiro de guerra: ter duas pilhas recarregáveis se revezando dia após dia...
"O conhecimento se constrói a partir de constantes desafios, de atividades significativas, que excitem a curiosidade, a imaginação e a criatividade"
Prof. José Manoel Moran
(Voz do dia: Norah Jones)
"O conhecimento se constrói a partir de constantes desafios, de atividades significativas, que excitem a curiosidade, a imaginação e a criatividade"
Prof. José Manoel Moran
(Voz do dia: Norah Jones)
domingo, 28 de outubro de 2007
Final de Semana
Se foi bom?
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sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Aurélio
Amor pelas palavras
Palavra dita, palavra escrita
Palavra cravada
Palavreado
Quando elas cortam?
Quanto elas valem?
Quem disse?
E aquelas que estão nas entrelinhas?
Linha da vida, linha da morte
Do sorriso e do choro
Falou, tá falado
Escreveu. Não leu?
Não fui eu.
Fev/2007
Palavra dita, palavra escrita
Palavra cravada
Palavreado
Quando elas cortam?
Quanto elas valem?
Quem disse?
E aquelas que estão nas entrelinhas?
Linha da vida, linha da morte
Do sorriso e do choro
Falou, tá falado
Escreveu. Não leu?
Não fui eu.
Fev/2007
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Eram nervosas 6 da noite, em plena Fortaleza de não menos que 30º, dentro de um auditório lotado no II Encontro Nacional sobre Hipertexto: um participante bebia seu chimarrão, agarrado afetivamente à sua garrafa térmica debaixo do braço, como se estivesse nos pampas gaúchos de suas raízes. A força do hábito realmente nos leva a cometer loucuras.
A cena me fez associar à minha triste condição de não gostar de água de coco. Eu, uma fortalezense nata, fruto de uma terra cheia de coqueiros. Acho lindo quem toma água de coco, e sou convencida do bem que sua água faz à saúde. Mas não adianta. Pra mim, é água com açúcar cheia de pequenos e estranhos fragmentos esbranquiçados. Já me deram a sugestão de misturar ao suco natural, mas qual é a graça? Bonito mesmo é aquele povo que chega na praia e diz:
- Ô moço! Traz aí dois! Bem verdinho, bem cheinho, bem docinho!
Acaba de beber, e dá o golpe de misericórdia:
- Garçom! Agora parte em dois e traz um garfo que eu quero a carninha do coco.
Mas é isso, cada um com suas loucuras. Conheço gente que toma um suco que tem um tom verde-blusa-do-Cebolinha. Ou vitamina de marmelada com batata-doce. E batata-frita com doce de leite. Há quem jogue manjericão em Miojo, bola de sorvete em copo de café e feijão em maionese. Não existe doido pra tudo? Também tem gula pra tudo.
:::::::
"No hay bella melodía
en que no surjas tu
ni yo quiero escucharla
si no la escuchas tu"
A cena me fez associar à minha triste condição de não gostar de água de coco. Eu, uma fortalezense nata, fruto de uma terra cheia de coqueiros. Acho lindo quem toma água de coco, e sou convencida do bem que sua água faz à saúde. Mas não adianta. Pra mim, é água com açúcar cheia de pequenos e estranhos fragmentos esbranquiçados. Já me deram a sugestão de misturar ao suco natural, mas qual é a graça? Bonito mesmo é aquele povo que chega na praia e diz:
- Ô moço! Traz aí dois! Bem verdinho, bem cheinho, bem docinho!
Acaba de beber, e dá o golpe de misericórdia:
- Garçom! Agora parte em dois e traz um garfo que eu quero a carninha do coco.
Mas é isso, cada um com suas loucuras. Conheço gente que toma um suco que tem um tom verde-blusa-do-Cebolinha. Ou vitamina de marmelada com batata-doce. E batata-frita com doce de leite. Há quem jogue manjericão em Miojo, bola de sorvete em copo de café e feijão em maionese. Não existe doido pra tudo? Também tem gula pra tudo.
:::::::
"No hay bella melodía
en que no surjas tu
ni yo quiero escucharla
si no la escuchas tu"
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Deparou-se com uma cama de verdade (alta demais para que ele alcançasse) e com uma almofada-triângulo, daquelas que servem para aliviar as dores de coluna ou para evitar o famigerado refluxo que ataca aqueles que costumam ter uma boa sesta como sobremesa depois do almoço.
Não contou pipoca: contou um metro de distância para a almofada, fez carreira e escalou a danada. Chegando quase lá em cima, antes que se acomodasse confortavelmente no pico da aresta de 45º daquela estranha caminha, percebeu que o tecido era liso por demais. E lentamente chegou ao chão.
Mas ele era brasileiro, não desiste nunca. Foi o mais longe que a largura do seu novo quarto permitia, concentrou-se, fez carreira e novamente alcançou o topo. Por poucos segundos. Lá estava ele de novo, deslizando feito criança em escorregador. Nem mexia o olhar, na tentativa de segurar todo o peso do corpo olhando para o lado oposto ao que lhe atraía ao chão.
É, de tão brasileiro que era, a vontade de descansar falou mais alto que a perseverança. Afinal, depois daquele sono, ainda haviam muitas latas para virar. E não é que entre a cama e aquela almofada sinistra tinha um espacinho perfeito para o que ele queria? Acabava de encontrar seu novo lugar. Nem sempre o topo das coisas nos é o mais confortável...
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Quando eu vou percorrer mais de 200km numa viagem via terra, o item mais importante da minha bagagem sempre foi uma diversificada e generosa seleção musical. Nessa última viagem que fiz, vinha ouvindo o MP3 player e filosofando sobre a natureza digital (não a que ia passando na janela).
Aos 12 anos, descobri os Beatles. Devorei a obra e a história deles como as minhas amigas devoravam uma Revista Capricho. Dependente de boa música – como até hoje o sou – logo minhas tardes se ocuparam em gravações de numerosas fitas com as músicas dos Beatles. Tinha a fita da fase iê-iê-iê, tinha a do final da carreira, tinha aquela de sons mais alternativos. Uma só com as românticas, outra com as mais alegrinhas, outras com as “mais-mais”. Tinha carreira solo de cada um em diferentes fitas. Ou seqüências em que eu gravava a música original seguida da versão brasileira, como eu fiz com "Here Comes the Sun" e "Lá vem o Sol", com o Lulu Santos.
Era fita cassete pra todo gosto: além de Beatles, opções com os demais gêneros musicais que me agradavam. Cada fita cabia em média 12 músicas de cada lado (alguém lembra que a fita cassete tinha lado A e lado b?). Por onde andava, trazia comigo algumas fitas acompanhadas do finado walk-man, um modelo amarelinho enorme, do tamanho de um pocket book, sendo bem mais largo. Esse meu amigo inseparável me oferecia a opção do rádio e da fita, sendo alimentado por breves e salgadas pilhas AA.
E quando as pilhas começavam a ficar fracas? De repente, engoliam um pedaço da tal da fita. Ou então distorciam tanto a voz do cantor, que você pensava que a voz da Gal era a do Tim Maia.
2007, outubro. Fui fazer a minha velha e boa seleção de músicas para rodar meus 900km de estrada, ida e volta. Ao invés de escolher música a música, varri com o mouse umas 15 pastas e arquivos de MP3. Algumas eu amava, outras eu apenas simpatizava, e outras eu sequer tinha ouvido. Pra que selecionar mesmo? O MP3 player cabe música até dizer chega. É inútil selecionar.
Control-C, control-V. Deixo lá a janelinha carregando e vou arrumar a mala não-musical. Ah se eu pudesse compactar roupas como quem compacta músicas...
Pouco tempo depois, minha bagagem musical está completa – e a outra ainda não. Na viagem, já não tenho um trambolho amarelo-gema-de-ovo e pesado em cima de mim, mas um aparelhinho que dá pra guardar até no decote do vestido, sem incomodar (nem chamar atenção de ladrão).
Play. Começa a viagem. Haja estrada pra tanta música.
Aos 12 anos, descobri os Beatles. Devorei a obra e a história deles como as minhas amigas devoravam uma Revista Capricho. Dependente de boa música – como até hoje o sou – logo minhas tardes se ocuparam em gravações de numerosas fitas com as músicas dos Beatles. Tinha a fita da fase iê-iê-iê, tinha a do final da carreira, tinha aquela de sons mais alternativos. Uma só com as românticas, outra com as mais alegrinhas, outras com as “mais-mais”. Tinha carreira solo de cada um em diferentes fitas. Ou seqüências em que eu gravava a música original seguida da versão brasileira, como eu fiz com "Here Comes the Sun" e "Lá vem o Sol", com o Lulu Santos.
Era fita cassete pra todo gosto: além de Beatles, opções com os demais gêneros musicais que me agradavam. Cada fita cabia em média 12 músicas de cada lado (alguém lembra que a fita cassete tinha lado A e lado b?). Por onde andava, trazia comigo algumas fitas acompanhadas do finado walk-man, um modelo amarelinho enorme, do tamanho de um pocket book, sendo bem mais largo. Esse meu amigo inseparável me oferecia a opção do rádio e da fita, sendo alimentado por breves e salgadas pilhas AA.
E quando as pilhas começavam a ficar fracas? De repente, engoliam um pedaço da tal da fita. Ou então distorciam tanto a voz do cantor, que você pensava que a voz da Gal era a do Tim Maia.
2007, outubro. Fui fazer a minha velha e boa seleção de músicas para rodar meus 900km de estrada, ida e volta. Ao invés de escolher música a música, varri com o mouse umas 15 pastas e arquivos de MP3. Algumas eu amava, outras eu apenas simpatizava, e outras eu sequer tinha ouvido. Pra que selecionar mesmo? O MP3 player cabe música até dizer chega. É inútil selecionar.
Control-C, control-V. Deixo lá a janelinha carregando e vou arrumar a mala não-musical. Ah se eu pudesse compactar roupas como quem compacta músicas...
Pouco tempo depois, minha bagagem musical está completa – e a outra ainda não. Na viagem, já não tenho um trambolho amarelo-gema-de-ovo e pesado em cima de mim, mas um aparelhinho que dá pra guardar até no decote do vestido, sem incomodar (nem chamar atenção de ladrão).
Play. Começa a viagem. Haja estrada pra tanta música.
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