Ainda com a cabeça nos Beatles
Será que quando aqueles rapazes faziam qualquer besteira - contavam uma piada ou simplesmente pigarreavam pra limpar a garganta antes de cantar, por exemplo - eles tinham consciência que 40 anos depois teriam pessoas trabalhando com afinco, dia e noite, para imitá-los de forma ridiculamente idêntica?
O fim de uma era
Foram anos rotineiros chegando 7 da manhã, vestidinhos na farda azul marinho com vermelho, tênis preto, meia branca e mochila pesada de livros. Chamando o elevador que não chegava nunca, só porque tínhamos chegado atrasados. Uma sirene que anunciava a troca de assunto a aprender ou o recreio. Os minutos de espera por quem ia nos buscar - geralmente, o papai - conversando com primos, amigos, conhecidos. O calor do meio-dia na volta pra casa. As homenagens ao dia dos pais, das mães, da criança, do estudante, do professor, do nascimento de Jesus, da Páscoa, de São João, da árvore, do livro, do índio, de Tiradentes, do que fosse. De um ano pro outro, o cheiro do livro novo misturado ao medo de ser mudado de turma. A Semana Esportivo Cultural com crianças e adolescentes vestidos desde laranja lima até verde bandeira, se esguelando na torcida dos jogos ou chorando de emoção com a apresentação musical de algum amigo (às vezes, bastava uma dublagem). O eterno engarrafamento.
Esse lugar aqui em Fortaleza recebeu visitas minhas e de toda a minha família durante 20 anos, completando por esses dias. Pelo menos duas vezes no dia meu pai tinha que ir lá, enquanto eu e meus irmãos passávamos manhãs e tardes. O lugar nos viu crescer. Um a um foi deixando de frequentá-lo... E agora o último, que é o Pedro, é o responsável pelo desligamento total, assim que for aprovado no vestibular. É o fim de uma era, ora!
domingo, 25 de novembro de 2007
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
"Vilarejo" está para a Marisa assim como "Penny Lane" está para os Beatles.
Minas Gerais está para o Brasil assim como o Reino Unido está para o mundo.
:: música do dia
Preciso me Encontrar
Candeia
Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Quero assistir o sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir o pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que eu me encontrar

Minas Gerais está para o Brasil assim como o Reino Unido está para o mundo.
:: música do dia
Preciso me Encontrar
Candeia
Deixe-me ir, preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir pra não chorar
Quero assistir o sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir o pássaros cantar
Eu quero nascer, quero viver
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que eu me encontrar

quarta-feira, 14 de novembro de 2007
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Cadeia de idéias
Qual é o meu propósito com esse blog? Preciso definir um tema único pra ficar escrevendo. Não posso escrever sobre qualquer coisa. Tenho que ter um foco, uma meta. Se não, é um blog sobre nada. Vou escrever sobre Educação. É isso. É o que eu mais penso ultimamente mesmo. Taí. Vou compartilhar minhas idéias, defender minhas crenças, postar citações interessantes, indicar livros, contribuir de alguma forma com esse tema, que tá me instigando tanto. Mas se bem que vai restringir tanto, né? Só vai ler quem se interessar por Educação. E nem todo mundo quer saber disso. E é algo tão... acadêmico. Não. (...) É... Música. Esse assunto não esgota nunca. E todo mundo, de uma forma ou de outra, escuta. Acho que é isso. Sair escrevendo sobre as novidades no mundo sonoro, novos artistas, fofocas, letras de música, sugestões, descobertas... Será? Mas já tem tanta gente fazendo isso! Por que ler justamente o meu blog? (...) Não, então vou falar sobre Deus. Pronto. A Igreja, os milagres que Jesus faz na minha vida, histórias engraçadas ou curiosas da minha caminhada, ou da caminhada dos outros. Passagens bíblicas, eventos para acontecer. Vai ser ótimo. Uma forma de servir a Deus através da escrita. Evangelização on-line. Quer coisa mais interessante que isso? E todo dia Deus faz na minha vida. Uhum. Talvez. Se bem que... Se bem que vai ser tão pessoal né? Vou ficar sempre falando, falando, falando... Eu tenho é que fazer. Tenho que ouvir as pessoas. Interceder. Talvez isso tenha muito mais efeito, ajude muito mais que as minhas impressões no dia-a-dia. Ou não.
(...)
Filme? Futilidades? Família? Lugares exóticos? Publicidade? Animais? Piadas? Poesia? Política?
(...)
Acho melhor não ter um tema.
Vou apenas me expressar.
Vou expressar tudo.
Tudo vai ser expressado.
(Vozes do dia: Juan Ignacio Pozo, Paulo Freire, Isabel Sabino e Maurice Tardif)*
* Não adianta procurar no Last FM.
(...)
Filme? Futilidades? Família? Lugares exóticos? Publicidade? Animais? Piadas? Poesia? Política?
(...)
Acho melhor não ter um tema.
Vou apenas me expressar.
Vou expressar tudo.
Tudo vai ser expressado.
Mas Jesus disse-lhes: "Deixai-a. Por que a molestais? Ela me fez uma boa obra.(...) Ela fez o que pode (...) Em verdade vos digo: onde quer que for pregado em todo o mundo o Evangelho, será contado para sua memória o que ela fez."
Mc 14, 6;8a-9
(Vozes do dia: Juan Ignacio Pozo, Paulo Freire, Isabel Sabino e Maurice Tardif)*
* Não adianta procurar no Last FM.
domingo, 11 de novembro de 2007
sábado, 10 de novembro de 2007
"A aprendizagem, como a culinária ou a preparação de bebidas, também é uma questão de química, de misturar elementos para produzir novas e felizes combinações, em vez de poções e beberagens que possam ser fatais."Às vezes, eu me deparo com uns livros que, sinceramente, a sensação que eu tenho é que o autor não quer que eu entenda o que ele escreveu, ou que não aprenda coisa alguma com a mensagem dele, tamanho é o rebuscamento e o rigor na escolha das palavras. Fui levada a conhecer um que disso, não tem nada. O professor espanhol dá um show no livro, e lhe deixa instigado do começo ao fim. Recomendo, para estudantes, professores, seres humanos. Mas principalmente pra quem precisa aprender a estudar: o livro é cheio de dicas, piadinhas, curiosidades e informações que mudam qualquer visão acerca da aventura que é aprender.
Juan I. Pozo, 2002.
(Voz do dia: Ray Charles)
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
17h30. A igreja já estava tomada pelas fiéis muriçocas que iam ocupando seus lugares - o sistema epidérmico dos católicos - antes de começar a missa. Parece que final de outubro é sempre assim: elas chegam que nem caravana no "Queremos Deus" e nem ligam pras boas aventuranças ensinadas no Evangelho.
O fato é que ainda nem tinha chegado o canto do "Glória", mas todo mundo já batia palma.
- É verdade que Jesus já derramou o sangue dEle pra me salvar, mas não vou derramar o meu por você - cochichou uma senhora, provavelmente falando com a muriçoca, batendo palmas no ar.
Os coroinhas, então, esses é que não se agüentavam. Trocavam olhares de profundo desespero em meio à nuvem de insetos sobre o altar. Impedidos de travar um duelo mortal com aqueles mini-vampiros, o jeito era se auto-flagelar com alguns tapinhas solenes, no pescoço, no braço, na coxa. Com toda a discrição e respeito, é claro.
O padre parecia ser o grande vencedor. Imerso no mistério da Eucaristia, pouco ligava para o incômodo daqueles insetos (in?)significantes. Teria celebrado toda a missa na mais perfeita harmonia, não fosse por um único detalhe.
Igreja ajoelhada e agitada. Hora da elevação. Momento crucial, literalmente, da Santa Missa. Com os olhos para o alto, o padre ergue a hóstia e a transforma em Corpo de Cristo. Ao mesmo tempo, o coroinha ergue a mão e tasca um peteleco no sacerdote. Isso mesmo. Uma chulipa. Um "pedaaaala-robinho". A intenção? A melhor possível: livrar o inocente padre das garras de mais um mosquito, que achou de se aboletar logo no pescoço do sacerdote.
O padre permaneceu em sua profunda meditação. A igreja, não.
Mas na hora da "paz de Cristo", o líder não se conteve e ria descontraído, cumprimentando a assembléia:
- Vocês já viram padre levando peteleco de coroinha? Pra tudo se tem uma primeira vez... Já dizia o Senhor: "Eis que faço novas todas as coisas!"
O fato é que ainda nem tinha chegado o canto do "Glória", mas todo mundo já batia palma.
- É verdade que Jesus já derramou o sangue dEle pra me salvar, mas não vou derramar o meu por você - cochichou uma senhora, provavelmente falando com a muriçoca, batendo palmas no ar.
Os coroinhas, então, esses é que não se agüentavam. Trocavam olhares de profundo desespero em meio à nuvem de insetos sobre o altar. Impedidos de travar um duelo mortal com aqueles mini-vampiros, o jeito era se auto-flagelar com alguns tapinhas solenes, no pescoço, no braço, na coxa. Com toda a discrição e respeito, é claro.
O padre parecia ser o grande vencedor. Imerso no mistério da Eucaristia, pouco ligava para o incômodo daqueles insetos (in?)significantes. Teria celebrado toda a missa na mais perfeita harmonia, não fosse por um único detalhe.
Igreja ajoelhada e agitada. Hora da elevação. Momento crucial, literalmente, da Santa Missa. Com os olhos para o alto, o padre ergue a hóstia e a transforma em Corpo de Cristo. Ao mesmo tempo, o coroinha ergue a mão e tasca um peteleco no sacerdote. Isso mesmo. Uma chulipa. Um "pedaaaala-robinho". A intenção? A melhor possível: livrar o inocente padre das garras de mais um mosquito, que achou de se aboletar logo no pescoço do sacerdote.
O padre permaneceu em sua profunda meditação. A igreja, não.
Mas na hora da "paz de Cristo", o líder não se conteve e ria descontraído, cumprimentando a assembléia:
- Vocês já viram padre levando peteleco de coroinha? Pra tudo se tem uma primeira vez... Já dizia o Senhor: "Eis que faço novas todas as coisas!"
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Ontem perdi 40 minutos e 20 linhas de palavras. Já tinha terminado o texto, fui selecionar tudo pra mudar a fonte (gosto da Trebuchet). O texto se auto-deletou, o blogger auto-salvou o rascunho e eu auto-enlouqueci de raiva. Nem que eu quisesse muito, conseguiria reescrever aquele texto, tal e qual. Até porque o assunto era um brinde ao esquecimento. Que triste quando as idéias se desvanecem e se perdem para sempre, "feito espumas ao vento".::: Em tempo: o setor aéreo avacalhou mesmo. Voar de novo? Vôo(u) nada.
Sobre a foto: Deus é fiel. E os Seus Santos também.
Jardim da casa do Celso, Parnaíba-PI.
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