segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Conclusão do mês:
Fevereiro é muito curto.

Conclusão do fim de semana:
Ser mulher é muito difícil.

Conclusão do dia:
Não gosto de esportes porque tenho frouxidão ligamentar.


.:: estrofe do dia ::.

"A atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé
Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida"

Eu Apenas Queria Que Você Soubesse (Gonzaguinha)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Parnaíba-PI, novembro/2007.

Por que as pessoas fazendo compras em supermercado puxam tanta conversa, como se fossem velhos conhecidos nossos?
- As uvas estão todas horríveis. Não leve não.
- Foi-se o tempo que cinqüenta reais era algum dinheiro. Hoje a gente gasta esse monte de dinheiro numa brincadeira.
- Você olha aqui meu carrinho? É que me perdi do meu marido. Volto já.
- Isso é um absurdo. Olha o tamanho dessa fila. Eles tem que se organizar! A gente vai passar o resto do dia aqui nesse inferno. Valha-me Deus. Como se eu não tivesse mais nada pra fazer. Isso é burrice da administração. Vou já já rodar a baiana lá.


sábado, 23 de fevereiro de 2008

Ontem à noite foi a inauguração do belíssimo restaurante do meu irmão, negócio que há quase um ano ocupa a mente e o coração dele, quase por completo.
Dormi no mesmo quarto que ele, que é meio sonâmbulo e fala coisas sem sentido quando está dormindo (por acaso, sofro do mesmo mal).
Hoje, o sol raiando, ele começou a se revirar e a sussurrar algumas coisas. Do outro lado do quarto, acordo e pergunto:
- O que é, João?
Ele disse:
- Pede lá pra darem uma geral e verem se tá tudo direitinho.
- Hã? -- retruquei, quase tão grogue quanto ele.
- Vê lá se tá tudo OK, pede lá.
E se virou pra continuar dormindo. Ri com o canto da boca e pensei:
- Isso vai pro meu blog.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Assisti "World Trade Center" essa semana. Curto muito esses filmes em que o mundo parece que está se acabando. Se é pra sofrer em ver gente morrendo, que seja logo aos montes, assim diminui a importância de cada morte, de cada personagem.
As duas torres principais do filme - Cage e Michael Pena - passam muito bem a insegurança e o não-saber-o-que-fazer que qualquer policial, bombeiro, fuzileiro ou cidadão americano deve ter sentido diante da tragédia.
A única ressalva que faço é para os alérgicos: é tanta poeira que o psicológico lhe faz espirrar pelo menos algumas vezes.

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Uma das poucas vantagens de se estar apaixonado a distância é que a grande maioria das músicas românticas se aplicam em detalhes à sua vida.



.:: música do dia ::.
Patience
Guns N' Roses

Shed a tear 'cause I'm missing you
I'm still alright to smile
I think about you every day now
Was a time when I wasn't sure
But you set my mind at ease
There is no doubt you're in my heart now
Said, "woman, take it slow and it'll work itself out fine
All we need is just a little patience"
Said, "sugar, make it slow and we'll come together fine
All we need is just a little patience"

I sit here on the stairs 'cause I'd rather be alone
If I can't have you right now, I'll wait, dear
Sometimes I get so tense, but I can't speed up the time
But you know, love, there's one more thing to consider
Said, "woman, take it slow and things will be just fine
You and I'll just use a little patience"
Said, "sugar, take the time 'cause the lights are shining bright
You and I've got what it takes to make it
We won't fake it, oh, I'll never break it
'Cause I can't take it"

I've been walking the streets at night
Just tryin' to get it right
It's hard to see with so many around
You know, I don't like being stuck in the crowd
And the streets don't change but, baby, the names
I ain't got time for the game
'Cause I need you yeah, I need you
This time...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Feliz é aquele que confia no Senhor. Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
Salmo 1

Oui, começaram as aulas de francês. É um idioma tão chique e poderoso que até faz a gente mudar de postura para falar (clínicas de RPG, fiquem alerta!). E já entrando no clima...

.:: música do dia ::.
Le Festin
Camille / Michael Giaccino

Les Rêves des amoureux sont comme le bon vin
Ils donnent de la joie ou bien du chagrin
Affaibli par la faim je suis malheureux
Volant en chemin tout ce que je peux
Car rien n'est gratuit dans la vie.

L'éspoire est un plât bein trop vite consommé
À sauter les repas je suis habitué
Un voleur, solitaire, est triste à nourrir
À nous, je suis amer, je veux réussir
Car rien n'est gratuit dans la vie.

Jamais on ne redira que la course aux étoiles,
ça n'est pas por moi
Laisser moi vous émerveillez,
et prendre mon envol
Nous allons enfin nous réga...(ler)

La fête va enfin commencer
Et sortez les bouteilles, finis les ennuis
Je dresse la table, demain nouvelle vie
Ja suis heureux a l'idée de ce nouveau destin
Une vie à me cacher, et puis libre enfin, Le
..festin est sur mon chemin


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Estragou a televisão!
Luís Fernando Veríssimo

-- Iiiih...
-- E agora?
-- Vamos ter que conversar.
-- Vamos ter que o quê?
-- Conversar. É quando um fala com o outro.
-- Fala o quê?
-- Qualquer coisa. Bobagem.
-- Perder tempo com bobagem?
-- E a televisão, o que é?
-- Sim, mas aí é a bobagem dos outros. A gente só assiste. Um falar com o outro, assim, ao vivo... Sei não...
-- Vamos ter que improvisar nossa própria bobagem.
-- Então começa você.
-- Gostei do seu cabelo assim.
-- Ele está assim há meses, Eduardo. Você é que não tinha...
-- Geraldo.
-- Hein?
-- Geraldo. Meu nome não é Eduardo, é Geraldo.
-- Desde quando?
-- Desde o batismo.
-- Espera um pouquinho. O homem com quem eu casei se chamava Eduardo.
-- Eu me chamo Geraldo, Maria Ester.
-- Geraldo Maria Ester?!
-- Não, só Geraldo. Maria Ester é o seu nome.
-- Não é não.
-- Como, não é não?
-- Meu nome é Valdusa.
-- Você enlouqueceu, Maria Ester?
-- Pelo amor de Deus, Eduardo...
-- Geraldo.
-- Pelo amor de Deus, meu nome sempre foi Valdusa. Dusinha, você não se lembra?
-- Eu nunca conheci nenhuma Valdusa. Como é que eu posso estar casado com uma mulher que eu nunca... Espera. Valdusa. Não era a mulher do, do... Um de bigode...
-- Eduardo.
-- Eduardo!
-- Exatamente. Eduardo. Você.
-- Meu nome é Geraldo, Maria Ester.
-- Valdusa. E, pensando bem, que fim levou o seu bigode?
-- Eu nunca usei bigode!
-- Você é que está querendo me enlouquecer, Eduardo.
-- Calma. Vamos com calma.
-- Se isso for alguma brincadeira sua...
-- Um de nós está maluco. Isso é certo.
-- Vamos recapitular. Quando foi que casamos?
-- Foi no dia, no dia...
-- Arrá! Tá aí. Você sempre esqueceu o dia do nosso casamento... Prova de que você é o Eduardo e a maluca não sou eu.
-- E o bigode? Como é que você explica o bigode?
-- Fácil. Você raspou.
-- Eu nunca tive bigode, Maria Ester!
-- Valdusa!
-- Tá bom. Calma. Vamos tentar ser racionais. Digamos que o seu nome seja mesmo Valdusa. Você conhece alguma Maria Ester?
-- Deixa eu pensar. Maria Ester... Nós não tivemos uma vizinha chamada Maria Ester?
-- A única vizinha de que eu me lembro é a tal de Valdusa.
-- Maria Ester. Claro. Agora me lembrei. E o nome do marido dela era... Jesus!
-- O marido se chamava Jesus?
-- Não. O marido se chamava Geraldo.
-- Geraldo...
-- É.
-- Era eu. Ainda sou eu.
-- Parece...
-- Como foi que isso aconteceu?
-- As casas geminadas, lembra?
-- A rotina de todos os dias...
-- Marido chega em casa cansado, marido e mulher mal se olham...
-- Um dia marido cansado erra de porta, mulher nem nota...
-- Há quanto tempo vocês se mudaram daqui?
-- Nós nunca nos mudamos. Você e o Eduardo é que se mudaram.
-- Eu e o Eduardo, não. A Maria Ester e o Eduardo.
-- É mesmo...
-- Será que eles já se deram conta?
-- Só se a televisão deles também quebrou.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

A briga pela concentração

Tem gente que consegue dormir em pleno embate final Ceará x Fortaleza no Castelão. Tem gente que tem sono "peso-pena" de tão leve e não dormirá se o ambiente não estiver cem por cento escuro, silencioso e confortável.
Do mesmo jeito, tem gente que consegue estudar numa mesinha apertada em pleno corredor de passagem, em qualquer lugar, em qualquer circunstância. Por outro lado, para alguns, a concentração é artigo de luxo e é feito água que escapa entre os dedos.
Os desconcentrados como eu sustentam uma leitura de uma página e comemoram. Estão atentos para tudo que acontece ao redor - imagens, odores, sons - menos para o assunto que está em suas mãos. A hora de ler, estudar ou resolver aquela questão é, coincidentemente, o ÚNICO momento para observar as curiosas características biológicas e o comportamento daquela formiga que acabou de escalar o seu livro.
Contra essa eterna luta, já descobri e escolhi muitas armas.
1. Fazer do estudo mais do que uma rotina. O estudo deve ser um ritual, com um lugar que permita esse ritual. De preferência, um lugar que em tudo lembre estudos e que não dê espaço para outra coisa a não ser... estudar.
2. Cansou? É bom espairecer. Dar uma volta, esticar o esqueleto, comer alguma coisa, ler outro assunto, rezar um terço. Qualquer coisa que desvie momentaneamente o cérebro do que ele estava fazendo.
3. Recorro muito a alimentos que supostamente trazem energia: a turma dos C's (café + coca-cola + chocolate), sucos contendo pó de guaraná ou açaí, etc. Como as ciências dia após dia dizem algo diferente a respeito desses efeitos (às vezes comprovando, às vezes desmitificando), o que funciona em mim deve ser o efeito psicológico. Mas fazer o quê? Funciona.
4. Estar com o edital do lado dá um gás danado nos estudos e na concentração. No meu caso é edital; para outros seria o programa da próxima prova, ou do semestre inteiro, ou apenas os tópicos de assuntos. Concluir um e passar para outro é sempre estimulante.
5. Quando existe uma companhia também verdadeiramente interessada em estudar, ela é válida. Ainda que estudando outros temas ou assuntos, ter aquela pessoa ao lado dando força, conversando no intervalo, e até de certa forma lhe "pressionando" a estudar, é bem legal.



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

(Quase um mês, eu sei. Muito relapsa para alguém que quer criar o hábito de escrever diariamente.)

Falando nisso: venho lendo um livro que tem me feito pensar sobre o dom da escrita e a linguagem. Incrível como alguns têm a capacidade de complicar a escrita daquilo que pode ser simples. Textos que precisam ser decifrados, não unicamente lidos.
Nada contra a liberdade de cada um de escrever aquilo que bem entende (se ela não existisse, eu não poderia estar aqui postando o que me dá na telha). E tudo bem que isso aconteça com o texto literário, poético, conotativo, figurativo, metafórico, o que for.
Mas quando o cidadão está se preparando para uma prova, o mínimo que ele espera é que os textos tragam informação. O que é bem diferente de trazer... desespero! Aquela sensação de nada saber, não apenas do conteúdo em si, mas da própria Língua Portuguesa.
"O que é que esse indivíduo está querendo dizer? Por que tantas palavras tão pouco utilizadas no vocabulário dos mortais?" E por aí vão os questionamentos, enquanto a vista passeia uma, duas, dezoito vezes pelo mesmo parágrafo, que por sua vez está mais para um enigma do que um simples trecho de um livro.
Pra que citar o autor que eu estou lendo? De forma alguma. Primeiro, ele não é o único a gostar de complicar. Segundo, ele está vivo, e pode parecer que eu estou criticando a forma dele escrever quando, o que na verdade acontece, é que meio mundo de escritores considera elogio alguém chegar e dizer que não entendeu da missa um terço. Terceiro, o homem é brasileiro. E quarto, não ia adiantar nada, minha prova já é sexta-feira mesmo...