quinta-feira, 10 de abril de 2008

.:: sessão nostalgia ::.
Lindo Balão Azul

A Turma do Balão Mágico

Eu vivo sempre no mundo da lua
Porque sou um cientista
O meu papo é futurista e lunático

Eu vivo sempre no mundo da lua
Tenho alma de artista
Sou um gênio sonhador e romântico

Eu vivo sempre no mundo da lua
Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo pro infinito

Eu vivo sempre no mundo da lua
Porque sou inteligente
Se você quer vir com a gente
Venha que será um barato

Pegar carona nessa cauda de cometa
Ver a via láctea estrada tão bonita
Brincar de esconde esconde numa nebulosa
Voltar pra casa nosso lindo balão azul

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Quase.
Chegou perto.
Por tão pouco!
Faltou quase nada.
Por um triz.
Não foi dessa vez.
Mais uma coisinha de nada e teria acontecido.

A vida é assim.
C'est la vie.
É que ainda não estava na hora.
A gente perde, a gente ganha.
Um dia é da caça, outro do caçador.
O mundo dá voltas.
Todo mundo tem sua vez.
Os últimos serão os primeiros.

O importante é competir.
O importante é se esforçar.
O importante é ter a consciência tranqüila.
O importante é não desistir.
O importante é ser feliz.

Deus que é importante.



quinta-feira, 3 de abril de 2008

A Arte de Andar de Ônibus

É sempre bom você já sair de onde está com o dinheiro (de preferência, trocado) e a carteira de estudante (se for o seu caso) na mão. Nunca se sabe o tamanho da possível corrida que você fará atrás de um ônibus mais apressadinho. Também nunca se sabe se você está em forma e com fôlego suficiente para correr atrás dele. Pior ainda se você estiver com um calçado que não seja lá um Mizuno Running de quinhentos e sessenta reais.
Tenha a certeza de que está pegando o ônibus certo, para não fazer um belíssimo tour pela cidade inteira, passando por lugares nunca dantes trafegados, e ainda descer totalmente perdido (a vinte e sete quarteirões do lugar que você almejava chegar), tendo que perguntar para a primeira criatura que cruzar seu caminho:
- Pelo amor de Deus, que país é esse?
Tudo certo, você já está dentro do ônibus - e do ônibus certo. Junto com você, está: o dinheiro (geralmente em moedas) e a carteira de estudante; uma bolsa que insiste em escorregar do seu ombro, na freqüência de sete escorregadas por minuto; uma pasta que tem as laterais cortantes, marca todo o seu braço e faz você pensar em processar a maldita fábrica de pastas assassinas; ivros pesados que não couberam dentro da pasta nem dentro da bolsa.
Você cai em si: o ônibus está ligado na Rádio 100 - A rádio que toca você. E toca um forró inédito: a nonagésima terceira versão ao vivo no Siqueira Clube de "Amor de Rapariga", pelo forró Cheiro de Caju. Se o trocador está se divertindo com a música, imagina então o motorista, que vibra a cada momento que o locutor da rádio manda:
- Um abraço para o meu amigo motorista de ônibus da Vila Pery!
Você faz menção de entregar o dinheiro para o trocador, mas alguém esbarra e você derruba todas as moedas no chão. Vontade de chorar. Mas os passageiros em volta são todos solícitos e ajudam a apanhar as moedas, que finalmente chegam ao seu destino: a gaveta barulhenta do trocador. Com muito esforço e colocando bolsa, pasta, livro e carteira de estudante para cima, você passa pela borboleta e... continua em pé. Em pé, torcendo para que qualquer pessoa levante e saia do ônibus para você, como um sedento no deserto, corra para a cadeira como se ela fosse um oásis. E é o que acontece, e você faz todas as preces de agradecimento a Deus por aquela cadeira que Ele colocou no seu caminho. Enquanto isso, se instala todo, guarda a pasta, os livros, tudo e olha para o horizonte pela janela, feliz. Passam três minutos, e entra um velhinho tão se tremendo nas pernas que você não tem coragem de ficar mais nem um segundo sentado. Como um bom cidadão, de bom coração, você cede o precioso lugar ao velhinho, e ainda o ajuda a sentar. Pelo menos, suas coisas tão lá guardadas com ele.
E você se segura que nem um macaco nos coisinhas do ônibus que ficam no teto. O ônibus vai lotando, e o aumento do stress é proporcional à quantidade de pessoas que entram lá dentro. O forró não cessa: a Rádio 100, a rádio que toca você, não dá uma folguinha.
Num momento de agonia plena, eis que seu celular toca. Com uma mão você se segura para não cair. Com a outra desliga o celular. Com a cabeça, imagina o que seria a ligação. Com o coração, morre de medo de ser assaltado. Faltam ainda 10 minutos para sua parada chegar, e você já começa a se mobilizar para chegar à porta do ônibus. Tem que ser assim, já que está lotado e o caminho do metade do ônibus até a porta parece ser mais longe que o trajeto Fortaleza - Porto Alegre. Agradece educadamente ao velhinho, pega suas coisas e começa sua travessia.
Terrível, diga-se de passagem, com o agravante de que a pasta agora não arranha só você, mas toda a população contida no interior do ônibus, que reclama da arma que você carrega sem porte e em lugares públicos. Você puxa a cordinha avisando que quer descer na próxima parada e o motorista ouve, graças a Deus. Você desce do ônibus com a sensação de missão cumprida, de corpo dolorido e de ouvido destruído.
O ônibus é uma verdadeira academia. Sempre que for pegar um ônibus, alongue. A corrida para alcançá-lo a tempo é a própria esteira. Subir os degraus é uma espécie de step em que se malha os glúteos intensivamente, considerando a altura dos degraus. Para se sustentar, você malha (no mínimo) ombro, costas, bíceps, tríceps e, se o ônibus frear muito, um pouco do deltóide. Na tentativa de se equilibrar nos vai-e-vens do ônibus, as pernas são as maiores beneficiadas. E tudo isso pela bagatela de um real e sessenta centavos!

* 6º lugar na categoria "Crônicas" do Concurso Literário de Contos e Crônicas Eduardo Campos.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Lei de Murphy é se desfazer dos cadernos da faculdade depois de cinco anos guardando os mesmos sem utilizá-los e, menos de dois meses depois de jogá-los no lixo, precisar de tudo que lá estava escrito.