quarta-feira, 26 de março de 2008

Rir é bom. Ou melhor, não. Rir é muito bom. Conheço pessoas que não poupam risadas, e qualquer brechinha de uma leve pitada de humor, estão mostrando os dentes. Geralmente, essas risadas são altamente contagiosas. E geralmente o ser risonho leva um apelido como "risadinha" ou "sorriso", por exemplo.
Esse tipo é o melhor ouvinte de piada. Para identificá-los, experimente contar sua piada mais boba em público. Se esta espécie super-feliz estiver presente, o sucesso é garantido. São pessoas que alegram todo ambiente, não importando se o clima é de tensão ou melancolia. O simples fato de estarem ali já remete a tantas lembranças hilárias que quebram a seriedade.
Mas não foi um desse tipo o que eu conheci hoje. Ah, não foi mesmo. O cara precisava de praticamente nada para dar o escândalo do riso.
Gargalhadas altas, que alcançavam o absurdo de trinta segundos, com direito a olhos fechados e mãos batendo em cima da mesa. Tudo isso para um comentário reles, que no máximo merecia uma puxada no canto da boca, e olhe lá.
Riem como ele alguns outros poucos que eu conheço. Dentre estes, alguns fixam o olhar na sua pupila, para pressionar em você uma reação à altura. Outros exageram tanto que parecem estar próximo a um enfarte. Por tão pouco, meu Deus.
Se a risada é autêntica ou não, isso é uma coisa bastante questionável. Às vezes, parece uma coisa mais biológica, de neuro-reflexo, do que uma interpretação consciente. E se é verdade que rir rejuvenesce ou traz saúde, no futuro talvez seja possível conhecer a identidade destes de quem estou falando.

2 comentários:

Anônimo disse...

acho que tem uma música que diz.. "rir demais, às vezes é desespero" :)

Anônimo disse...

"Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero..."

É verdade, Frejat!